Logo no início de Redenção de agosto , a epígrafe de Pablo Neruda e um soneto que dá título ao livro abrem as portas para um lirismo de imensa clareza.
Como em Cecília Meireles, Mario Quintana, Manuel Bandeira, vemos em Carlos Newton Júnior a mesma obsessão pela simplicidade que só grandes poetas conseguem alcançar.
Seja em sonetos exemplares, seja em formas poéticas diversas, o poeta apresenta uma esplêndida e sábia polimetria adequada a cada poema ou ideia.
Alinha-se assim ao eixo de nossa melhor literatura a partir de Gregório de Matos, tratando de temas universais, sem perder de vista seu próprio tempo e seu fazer poético.
De agosto a agosto, Carlos Newton traça um itinerário que percorre a metafísica do cotidiano e se adensa em poemas de protesto e redenção.
“Carlos Newton Júnior demonstra o poeta que é pela simples escolha das epígrafes de seu grande livro. (...) Mas nenhuma delas teria o significado que tem se os poemas criados por Carlos Newton Júnior não tivessem a mesma altura. Enquanto os lia, eu ia recordando que Camões fundia numa impressionante unidade de contrastes a tradição erudita e culta dos sonetos às redondilhas que herdara do romanceiro popular português.
Carlos Newton Júnior faz coisa parecida. Em Canudos encontram-se alguns sonetos que são dos mais belos que já li em língua portuguesa.”
ARIANO SUASSUNA, Folha de S.Paulo
“O pernambucano Carlos Newton Júnior, após publicar Canudos: poema dos quinhentos , importante retorno lírico a esse episódio mais traumático da história brasileira, editou Poeta em Londres , livro sob todos os aspectos da maior maturidade poética, que o consagra como um dos grandes poetas dessa geração.”
ALEXEI BUENO, Uma história da poesia brasileira
“Projetando a imagem da morte como escritora, escritora de sonetos que dão conta indelével dos seus segredos, manhas e artimanhas, num dos quais relaciona a linguagem, sobretudo a poética, com a vida (‘aonde tu irás não há linguagem’), Carlos Newton Júnior afirma-se obrigatoriamente como escrivão ou transcritor do discurso da morte, afinal como íntimo da morte, e incita a essa intimidade ― mas para melhor lhe resistir e para melhor apreciar o ‘dom da vida’.”
ARNALDO SARAIVA, Revista Brasileira
“O ensaio de Carlos Newton Júnior sobre o legendário cangaceiro Lampião introduz sua antologia O cangaço na poesia brasileira , que oferece um ponto de vista original sobre a importância da poesia popular (trovas, literatura de cordel) na literatura brasileira.”
IRWIN STERN, Enciclopédia Britânica
Sobre o Autor
CARLOS NEWTON JÚNIOR é poeta, ensaísta, ficcionista e professor universitário. Autor de diversos livros, escreveu também inúmeros prefácios e apresentações para edições de autores brasileiros clássicos e contemporâneos, organizou coletâneas e atualmente é o responsável pela coordenação editorial, fixação do texto e revisão final de toda a obra de Ariano Suassuna. "Redenção de agosto" é o seu décimo primeiro livro de poemas e o quinto publicado pela Editora Nova Fronteira.
Detalhes do produto
- Editora : Nova Fronteira; 1ª Edição; 1 dezembro 2023
- Idioma : Português do Brasil
- Número de páginas : 160 páginas
- ISBN: 9786556407289
- Dimensões : 13.5 x 1 x 20.8 cm
Redenção de agosto - Carlos Newton Júnior
- Até 5 dias úteis.



































