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O mais antigo exemplar do romance latino a sobreviver até os nossos dias, ainda que de forma fragmentária, o Satíricon de Petrônio foi escrito por volta de 60 d.C., no período do imperador romano Nero. Narrando as aventuras de Encólpio, seu amante Ascilto e o servo Gitão, que formam um tumultuado triângulo amoroso e se metem em uma série de confusões para pagar uma dívida ao deus Priapo, o livro é uma grande sátira à caótica civilização romana, ao mesmo tempo em que registra de forma ferina as relações entre os diferentes estratos sociais da época. Imagem de capa: Bruce Nauman, Marching man, 1985, tubos de neon sobre painel de alumínio, 195,6 x 167,6 x 25,4 cm, Hamburger Kunsthalle, Alemanha.

 

Pouco se sabe sobre Petrônio Árbitro, que a tradição considera ser o autor do Satíricon. De sua suposta lavra seriam apenas, além do próprio texto remanescente do romance, alguns fragmentos e poemas esparsos. A julgar pelas informações indiretas fornecidas pelo historiador romano Públio Cornélio Tácito (55-117 d.C.) em sua obra Anais (XVI.18-19), tratar-se-ia do político romano Tito Petrônio Árbitro, que exerceu importante papel junto a Nero como chefe do cerimonial do palácio imperial, função que, em latim, se dizia elegantiae arbiter (que significava algo como “perito, especialista, promotor de elegância, refinamento”). Essa atuação como um verdadeiro pro¬moter teria valido a Petrônio a alcunha de Arbiter (Árbitro), que ele portava junto a seu nome. Além de ter sido, pois, um dos conselheiros do imperador, teria ele ocupado cargos importantes no Império Romano como procônsul da província da Bitínia, antiga região do noroeste da Ásia Menor por onde hoje se estende a Turquia, no litoral do Mar Negro, e como cônsul eleito em Roma. Tendo sido envolvido na conspiração de Pisão contra Nero em 65 d.C., foi forçado a suicidar-se, o que teria ocorrido no ano de 66 d.C.

Cláudio Aquati nasceu em São Paulo, em 1962. Foi aluno da Universidade de São Paulo (USP), onde se licenciou em Língua Portuguesa, bacharelou-se em Latim e doutorou-se em Letras. Desde 1989 é docente da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), onde realiza pesquisas liga¬das aos Estudos Clássicos, leciona disciplinas relativas ao latim e à literatura clássica e dedica-se a pesquisas sobre o romance antigo romano. Participa do grupo de Pesquisa LINCEU ― Visões da Antiguidade Clássica e, juntamente com Luis Augusto Schmidt Totti, publicou o livro Xeretando a linguagem em latim (2013).

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Editora 34; 1ª edição (30 junho 2021)
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Capa comum ‏ : ‎ 224 páginas
  • ISBN-10 ‏ : ‎ 6555250682
  • ISBN-13 ‏ : ‎ 978-6555250688
  • Dimensões ‏ : ‎ 15 x 1.3 x 22.5 cm

Satíricon - Petrônio Árbitro

SKU: 9786555250688
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