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Pousemos, por um instante, o olhar crítico sobre uma ideia feita que teima em persistir nos nossos círculos: a de que Karl Marx, esse titã do pensamento crítico, seria uma figura prometeica, um devoto cego do progresso industrial à custa da natureza. Um pensador, supostamente, antiecológico. Será?

 

É precisamente este senso comum que John Bellamy Foster, professor e editor da prestigiada Monthly Review, desmonta com um rigor intelectual que é, no seu melhor, uma lufada de ar fresco. Em "A Ecologia de Marx: Materialismo e Natureza", Foster convida-nos não a um simples "enxerto verde" no tronco do marxismo, mas a uma redescoberta das suas próprias raízes mais profundas.

 

A tese é tão clara quanto revolucionária: a perspetiva ecológica não é um apêndice no pensamento de Marx, mas inerente ao seu materialismo. Através de uma análise meticulosa que percorre desde a sua tese de doutoramento sobre Epicuro até aos estudos de maturidade para O Capital, Foster revela-nos um Marx profundamente atento à "relação metabólica" entre a sociedade e a terra. Um Marx que analisou com olhos de naturalista a agricultura capitalista, o esgotamento dos solos e a circulação de nutrientes – fenómenos que culminam no que ele chamou de "ruptura metabólica", um estranhamento material do homem face às condições naturais da sua própria existência.

 

Este livro é, portanto, muito mais do que uma defesa. É uma reconstrução intelectual. Foster situa Marx no grande debate do século XIX, traçando os seus diálogos – e desacordos – com figuras como Charles Darwin (de quem Marx admirava a base naturalista para a luta de classes), Thomas Malthus ou Ludwig Feuerbach. Ao fazê-lo, desafia não apenas os leitores de Marx, mas também as correntes espiritualistas e a-críticas do moderno movimento verde, propondo um materialismo ecológico robusto como o único método capaz de oferecer soluções verdadeiramente duradouras para a crise planetária.

 

"A Ecologia de Marx" consolidou-se como uma obra seminal do chamado "segundo estágio do ecossocialismo", aquele que encontra na própria teoria marxista os instrumentos necessários e suficientes para uma crítica ecológica radical do capitalismo. Não se trata de tornar Marx "ecologicamente correto", mas de compreender como a sua crítica ao capital já era, em si mesma, uma profunda crítica ecológica.

 

Para o estudioso de teoria política, para o ativista ambiental em busca de fundamentação, para qualquer um que duvide das narrativas simplistas, este livro é uma leitura indispensável. Prepare-se para ver uma das mentes mais influentes da história sob uma luz totalmente nova – e necessária.

 

📚 Informações Técnicas do Livro

 

ItemDetalhe
AutorJohn Bellamy Foster (Professor de Sociologia, editor da Monthly Review)
Título OriginalMarx's Ecology: Materialism and Nature (2000)
Editora (BR)Expressão Popular (nova tradução)
Número de Páginas384 páginas
DimensõesAproximadamente 23 x 15.5 x 1.7 cm (formato similar à edição argentina)
Conceitos CentraisRuptura Metabólica, Materialismo Ecológico, Ecossocialismo

A ecologia de Marx: materialismo e natureza - John Bellamy Foster

SKU: 9786558910855
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