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Em Seremos dados , Marcus Bruzzo desconstrói as promessas da tecnologia e analisa o risco de abrirmos mão da imaginação. Um ensaio filosófico urgente sobre o que ainda nos distingue das nossas criações em um mundo regido por algoritmos.

 

Entre todas as nossas invenções, nenhuma chegou tão perto de simular o espírito humano quanto a inteligência artificial. O que nasceu como uma ferramenta de extensão das nossas capacidades tornou-se um agente que opera sobre a vida, a morte e, principalmente, sobre a nossa imaginação. A criatura passou a refletir o criador, e esse reflexo agora ameaça despossuí-lo de seu lugar no mundo.

Marcus Bruzzo parte desse assombro característico do nosso tempo. Para ele, a IA generativa não projeta o futuro, apenas reorganiza o passado. Seu poder de recombinação dissolve o que há de mais singular na criação humana: o excedente imaginário, o dom de sonhar o impossível que sempre definiu a criatividade ontológica, a capacidade de criar ou influenciar a realidade do ser e da existência. Estamos trocando a complexidade da experiência por uma simulação eficiente.

Seremos dados investiga a antiga promessa de que a tecnologia nos libertaria. Hoje, ela parece cumprir o oposto. Quanto mais autônomas as máquinas, menos necessários nos tornamos. O risco não é o de sermos superados, mas o de nos reduzirmos ao funcionamento previsível que as máquinas imitam. A substituição não seria resultado de sua superioridade, e sim da nossa desistência.

Este livro não se opõe ao avanço tecnológico nem o transforma em objeto de reverência. É uma reflexão filosófica urgente sobre como justificar nosso lugar em um mundo que programamos para nos substituir. Um chamado à defesa das coisas inúteis, da arte, do ócio, da escrita sem finalidade. Nelas talvez resista a última centelha do que nos fez, um dia, imaginar.

 

“A síndrome de Frankenstein assombra as muralhas do castelo antropocêntrico. Galileu e Copérnico nos tiraram do centro cosmológico. Freud exilou nossa consciência do controle racional pleno. A IA parece o querubim com espada flamejante que guarda o portão após nossa expulsão do Paraíso.” – do prefácio de Leandro Karnal

 

Marcus Bruzzo é graduado em Comunicação Social, mestre em Filosofia ― Semiótica da Cultura pela Universidade de Tartu, na Estônia, onde morou por dois anos, mestre em Mídias pela ECA/USP e pós-graduado em História Social da Arte (PUCSP) e Comunicação e Semiótica (Anhembi-Morumbi). É autor dos livros Universo dos sonhos técnicos: como as inteligências artificiais redefinirão nossa imaginação e Um minuto e meio: temas urgentes da filosofia contemporânea . Comunicador nas redes sociais, alcançando mais de 10 milhões de visualizações mensais, ministra cursos e palestras, e atua profissionalmente há mais de doze anos com liderança de times criativos em tecnologia e educação. Com experiência também em docência universitária, investiga a cultura através da tecnologia e das demais manifestações do imaginário humano.

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Difel; 1ª Edição; 12 janeiro 2026
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 210 páginas
  • ISBN: ‎ 9788574321783
  • Dimensões ‏ : ‎ 15.5 x 1.6 x 22.5 cm

Seremos dados: a filosofia da perda do espaço humano... - Marcus Bruzzo

SKU: 9788574321783
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