Tem dendê, tem axé: etnografia do dendezeiro , editado pela primeira vez em 1992 e agora revisto e ampliado, é um livro fascinante de Raul Lody que, além de destacar o uso culinário do dendê e apresentar algumas receitas e glossário, revela um universo de significados bem mais amplo, que até então não eram perceptíveis ao olhar leigo. Trata-se de um importante trabalho com detalhes do que é o dendezeiro para a vida dos Povos do Santo no Brasil, em especial na Bahia, no Maranhão, em Pernambuco e no Rio de Janeiro.
"Sua pesquisa tem justamente o mérito de desvendar as relações que se estabelecem entre o dendê e a construção das religiões afro-brasileiras, assim como de demonstrar a sua participação na formação da própria cultura de nosso país."
Doutor José Flávio Pessoa de Barros (1943-2011)
antropólogo
"Oferece ainda uma abordagem mais específica sobre o dendê no uso culinário, seja na mesa cotidiana ou de cunho sagrado, afinal, o dendê alimenta não somente o homem, mas também divindades."
Mestre Odilon Braga Castro
professor de Gastronomia da UFBA
“Caminhar – viajar – pelo litoral sul da Bahia encanta os olhos tanto pela beleza das exuberantes praias quanto pela unicidade da sua vegetação. Da terra, desprendem-se aromas inebriantes como a inconfundível mistura do cravo e da canela. Das imagens fascinantes, impressiona a imponência do dendezeiro. Não à toa, a região é conhecida como Costa do Dendê.”
“O dendezeiro, para todos aqueles que vivem o Candomblé, é antes de tudo uma árvore sagrada. Além do óleo obtido de seus frutos, as suas folhas, a sua palha, as suas taliscas e as suas sementes são utilizadas na confecção da indumentária, das ‘ferramentas’ e insígnias dos orixás, bem como na arquitetura e na decoração das casas de santo, sempre levando consigo um conteúdo repleto de sentido.”
“Oferece ainda uma abordagem mais específica sobre o dendê no uso culinário, seja na mesa cotidiana ou de cunho sagrado, afinal, o dendê alimenta não somente o homem, mas também divindades. Nesse universo comum, Lody faz um apanhado de mais de cinquenta pratos afro-brasileiros com dendê e detalha em cada um deles seus ingredientes, características, usos e histórias relacionadas. Também viaja e apresenta pratos típicos de alguns países africanos.”
Raul Lody é antropólogo, museólogo, curador; escritor e pensador da comida e da alimentação. Tem experiências nacionais e internacionais sobre Antropologia da Alimentação. Coordena, desde 1972, projetos sobre cultura alimentar no Brasil e em vários países. É criador e curador do Museu da Gastronomia Baiana, e representou o Brasil no International Commission on the Anthropology of Food. Coordenou pelo IPHAN o projeto de Registro Patrimonial do Ofício das Baianas de Acarajé. É organizador e coautor de nove livros da série “Formação da Culinária Brasileira” (Ed. Senac Nacional). Autor de centenas de artigos, filmes, vídeos, e de 41 livros sobre comida e cultura. Ganhador do Gourmand World Cookbook Awards com os livros Culinária caprina, Brasil bom de boca, Dicionário do doceiro brasileiro, Coco: comida, cultura e patrimônio e Bahia bem temperada. Coautor do Dictionnaire des Cultures Alimentaires (Presses Universitaires France). Finalista do Prêmio Jabuti de 2016 e 2017 com os livros A Virtude da Gula e Águas de Comer.
Detalhes do produto
- Editora : Pallas; Edição revista e ampliada; 26 fevereiro 2024
- Idioma : Português do Brasil
- Número de páginas : 168 páginas
- ISBN : 9786556021249
- Dimensões : 13.5 x 1 x 20.5 cm
Tem dendê, tem axé: etnografia do dendezeiro - Raul Lody
- Até 5 dias úteis.































