Novo romance do escritor, roteirista e cineasta João Batista de Andrade, ex-Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, ex-Presidente do Memorial da América Latina e Professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Em Ecos de Badajoz, João Batista de Andrade traz o espelho de nosso tempo entre a poesia e a narrativa. O autor inventa uma forma singular de contar o humano: contraditório, vulnerável e cheio de luz, cor e som. Numa fabulação contemporânea, caminha entre o trágico e o poético, ou o épico e o popular, construindo personagens como Benvindo, Poliana, Buenura, e os cantadores Solano e Trindade, que revelam o conflito milenar "amor vs. dominação". Um romance que, ao mesmo tempo em que evoca ecos da Guerra Civil Espanhola e das contradições brasileiras, propõe uma reflexão universal sobre o ser humano e sua eterna representação de si mesmo. Esta história atravessa fronteiras do morro à cidade, do sonho à tragédia, conduzindo o leitor por uma linguagem que, além de profundamente literária, respira cinema e canção. Aqui, a fantasia revela as verdades mais duras, e a poesia, por instantes, as cura. Receber um autor com o calibre de João Batista de Andrade aqui, na editora Patuá, é celebrar o encontro entre o olhar maduro e a casa que se faz abrigo para a criação inquieta. Que esta seja a primeira de muitas parcerias que nos convidem a sonhar e a pensar o Brasil com a força da ficção.
O escritor, roteirista e cineasta João Batista de Andrade, ex-Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, ex-Presidente do Memorial da América Latina, Professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP), Doutor em Comunicações pela Universidade de São Paulo, nasceu em Ituiutaba (MG), em 01 de dezembro de 1939. Em paralelo a uma intensa atividade como escritor e cineasta, João Batista sempre esteve presente às lutas sociais e culturais desde que ingressou na Universidade (Escola Politécnica da USP) em 1960. Foi um dos diretores da UEE (União Estadual de Estudantes – SP), foi Secretário da Cultura do Estado de SP no período de 2005/2006, quando criou o PROAC, lei de incentivo à produção cultural do Estado de SP, no governo Geraldo Alckmin. Foi também Presidente do Memorial da América Latina entre 2012 e 2016. Em 2017, foi nomeado Secretário Executivo do Ministério da Cultura e assumiu, por um curto período, a função de Ministro da Cultura (2017), devido à renúncia do titular. Iniciou em 1963 uma carreira pródiga, reconhecida, com inúmeros filmes premiados nacional e internacionalmente, como “Doramundo” (1978), “O homem que virou suco” (1981), “O país dos Tenentes” (1987), “O tronco” (1998), “Vlado” (2005), “Veias e Vinhos” (2007) e outros. Como escritor, seu primeiro livro é Perdido no meio da rua, escrito durante os primeiros anos após o golpe militar de 1964 e somente editado em 1989 (Editora Global). Depois vieram, entre outros, A Terra do Deus Dará (Editora Atual, 1991), Um olé em Deus (Editora Scipione Cultural, 1997), O portal dos sonhos (UFSCAR Editora, 2001), O povo fala (tese de doutoramento, Editora Senac, 2002), Confinados (Editora Prumo, 2013), A Terra será azul e Sozitos (Editora Lazuli, 2014), Poeira e escuridão (Editora Letra Selvagem, 2015), 1964, uma bomba na escuridão (Editora Paisá, 2021) e Extrema, incerta ilha do amanhã (Editora Paisá, 2021). Inscrito após a publicação do romance Confinados, JBA recebeu em 2014 o Troféu Juca Pato, como “Intelectual do Ano”, pela UBE – União Brasileira de Escritores, SP.
Detalhes do produto
- Editora : Editora Patuá; 1ª Edição; 24 novembro 2025
- Idioma : Português do Brasil
- Número de páginas : 252 páginas
- ISBN : 9786528102785
- Dimensões : 16 x 23 x 2 cm
Ecos de Badajoz: uma fábula do nosso tempo - João Batista de Andrade
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