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Entre memória e história: representações de Luiz Carlos Prestes, nova obra da historiadora Anita Leocadia Prestes, examina de forma rigorosa as principais narrativas sobre Luiz Carlos Prestes presentes na historiografia e na memorialística brasileiras. O resultado revela como décadas de silenciamentos, assim como de calúnias e falsificações, construíram diferentes versões de um dos maiores nomes da história política do Brasil.


Com base em extensa pesquisa – incluindo correspondências, documentos partidários e a produção de centenas de autores –, Anita demonstra como o anticomunismo operou, muitas vezes de forma velada, para deslegitimar a trajetória de Prestes, desde sua adesão ao PCB, na década de 1930, até seus últimos anos de militância.


A autora passa pelos principais pontos da vida de Prestes, como sua formação marxista-leninista, seus anos de cárcere, a Coluna Prestes, a história do PCB, a atuação política nos anos Vargas, o movimento antifascista de 1935, o período da ditadura civil-militar: “Este livro é precioso. Nele o leitor encontra informações nunca antes reunidas em uma só obra”, escreve Carlos Alberto Barão no texto de orelha.

 

Anita Leocadia Prestes é filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes. Nasceu em 1936, em Berlim, na Alemanha, numa prisão de mulheres, onde estava presa sua mãe. Anita foi militante e dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1973 foi condenada à revelia a quatro anos e meio de prisão e teve os direitos políticos cassados. Afastou-se do PCB juntamente com seu pai, no fim da década de 1970. É doutora em história social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é professora aposentada do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pela Boitempo, publicou Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro (2015), Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo (2017), Viver é tomar partido: memórias (2019) e A Coluna Prestes (2024). Trecho “Entre outras falsas versões a respeito da Coluna Prestes, a adoção por seu comando da tática da chamada ‘guerra de movimento’ é deturpada ou silenciada. Devido à inferioridade numérica e de armamento dos rebeldes, Prestes inovou ao executar uma tática conhecida como ‘guerra de movimento’ – deslocar-se com grande rapidez, mantendo contato com o inimigo para assim conhecer seus movimentos e persegui-lo com eficácia. As ‘potreadas’ – pequenos grupos de soldados que se afastavam da tropa rebelde para obter informações levadas aos comandantes – cumpriam essa missão. Mobilidade e surpresa, dois aspectos da ‘guerra de movimento’, garantiram aos rebeldes o rompimento do cerco de São Luiz Gonzaga, a formação da Coluna Prestes e a marcha exitosa rumo ao Paraná e posteriormente através de treze estados do Brasil, derrotando dezoito generais do Exército brasileiro, aferrados à tática da ‘guerra de posição’, que lhes fora transmitida pela Missão Militar Francesa, chegada ao Brasil em 1919. Da mesma forma, a acusação de um suposto banditismo das tropas rebeldes é usada por vezes como argumento para desmerecer e desqualificar o papel de Luiz Carlos Prestes à frente da Marcha”.

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Boitempo Editorial; 1ª Edição; 21 julho 2026
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 272 páginas
  • ISBN : ‎ 9786557175712
  • Dimensões ‏ : ‎ 15 x 3 x 23 cm

Entre memória e História: representações... - Anita Leocadia Prestes

SKU: 9786557175712
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