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Levou tempo até que Günther Anders conseguisse escrever sobre a era nuclear, tamanho o choque que sofreu ao ouvir, pelo rádio, a notícia do bombardeio de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. "Apenas no início dos anos 1950 consegui dar o primeiro passo, inseguro", escreve. "Mas aquilo que consegui produzir não passou de uma confissão de minha incapacidade; não, da nossa incapacidade de ao menos imaginar aquilo que 'nós' fizemos ou produzimos." Com aquela destruição incandescente, a humanidade demonstrava ter adquirido definitivamente o poder de aniquilar a si mesma. Esse feito inédito fundou, segundo o autor, uma nova época: o "tempo do fim". Os três livros de Hiroshima está em toda parte — um diário, uma correspondência e um discurso — abordam o advento do autoextermínio e a responsabilidade de cada ser humano pelos acontecimentos monstruosos que marcaram o século 20. Nesse sentido, a "liberdade" que os Estados Unidos buscaram garantir ao lançar as bombas que trucidaram centenas de milhares de japoneses em três dias não passa de uma falácia. "Porque só somos realmente livres quando participamos das decisões sobre o que produzir e sobre o que será do mundo; quando percebemos que também nosso trabalho é um 'fazer' e que nossa produção é um 'colocar em ação'; quando assumimos responsabilidade pelo que criamos." Oitenta anos depois da explosão que mudou o mundo para sempre, e num momento que a tecnologia adentra cada poro de nossa vida, as ideias de Günther Anders continuam essenciais. Talvez mais do que nunca.

 

Günther Anders (1902-1992), filósofo, ensaísta e feroz opositor da nuclearização do mundo, foi, tal como Hannah Arendt, sua companheira entre 1929 e 1937, aluno de Martin Heidegger. Estudou em Munique e Berlim, e doutorou-se em Filosofia em 1923. Filho de intelectuais judeus, denunciou nos anos 30 a ameaça da ascensão nazi, que o obrigou a refugiar-se em Paris e, mais tarde, a exilar-se nos EUA. O trauma do Holocausto e o horror dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasáqui, a par do impacto da tecnologia na sociedade, que analisou em Die Antiquiertheit des Menschen [A Obsolescência do Homem] (1956 e 1980), dominaram a sua reflexão.

 

Detalhes do produto 

  • Editora ‏ : Editora Elefante, 23 abril 2025
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 480 páginas
  • ISBN: ‎ 9786560080652
  • Dimensões ‏ : ‎ 15 x 23 x 3 cm

Hiroshima está em toda parte - Gunther Anders

SKU: 9786560080652
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