Do autor de Viúvas da terra , O nome da morte e Dias de inferno na Síria , vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura.
Um grito coletivo. Uma denúncia. Um convite irrecusável à ação.
O feminicídio não é apenas um número frio: é a maior tragédia silenciosa do Brasil. A cada seis horas, uma mulher é assassinada no país, simplesmente por ser mulher. E o mais chocante: 80% desses crimes são cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro, e 64,3% ocorrem dentro do que deveria ser o lugar mais seguro: o lar da vítima.Nesta obra de reportagem investigativa e leitura visceral, o premiado jornalista e escritor Klester Cavalcanti – autor de best-sellers como O Nome da Morte e vencedor de três Prêmios Jabuti – vasculha as entranhas deste massacre silenciado. Matou Uma, Matou Todas expõe a brutalidade inaceitável do machismo estrutural a partir de histórias reais emblemáticas:
- A história da jovem Silvana, esfaqueada 17 vezes no rosto pelo ex-marido após tentar se separar, em um ataque de ódio e possessividade, do qual só sobreviveu após ser declarada tecnicamente morta.
O caso de Beatriz Milano, a veterinária grávida assassinada pelo noivo dentro de casa, que tentou forjar um aneurisma cerebral e que, mesmo condenado, buscou privilégios para atuar como médico.
O crime que chocou o Recife: Mirella de Sena Araújo, morta por um vizinho com quem não tinha relação, em um caso que forçou o Estado de Pernambuco a transformar o termo "crime passional" em "feminicídio" nos Boletins de Ocorrência.
A tragédia de Tatiane Spitzner, assassinada pelo marido e jogada da sacada do apartamento, em um crime registrado em vídeo, que gerou comoção nacional e inspirou a criação do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná.
Este livro vai além do luto, dando voz a vítimas e famílias e celebrando a luta incansável de mulheres como a senadora Margareth Buzetti (criadora da lei que pune feminicidas com mais severidade) e a Dra. Carla Góes (que, após um feminicídio na própria família, fundou o Instituto Um Novo Olhar para reconstruir vidas).
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"Enquanto uma mulher for assassinada por ser mulher, todas estão em risco. E só juntos, com coragem e compromisso, poderemos virar essa página sombria da nossa história."
– Pascoal Soto
Um grito coletivo, uma denúncia e um convite irrecusável à ação
A violência contra a mulher é tão antiga quanto a própria História da Humanidade. Desde tempos remotos há relatos, episódios e narrativas que mostram o homem e o sistema agredindo-as. Achados arqueológicos dão conta de que, ainda no Antigo Egito, por volta de 3.000 a.C., elas já eram estupradas e assassinadas por não obedecerem a seus maridos e senhores. De lá para cá, pouca coisa mudou.
- Klester Cavalcanti
A violência contra a mulher está onde sempre esteve: nas casas, nas famílias, nas comunidades de vizinhança. Perto!
Tão perto que você, provavelmente, conhece uma de suas vítimas. E ainda, certamente, conhece um de seus perpetradores ― ele frequenta os mesmos ambientes onde você está. Talvez você o encontre no futebol, na igreja, no mercado ou no seu local de trabalho.
A enormidade desta tragédia só não é maior do que o silêncio e a inércia dos outros homens. Porque nós, mulheres (cis e trans), temos dado nosso testemunho e perseguido incansavelmente as soluções. Temos narrado nossa história, mas nossa voz, nossas palavras, não têm movido suficientemente a maioria dos homens.
Neste livro, um homem ergue a voz. Ouçam!
― Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.
Este livro não é apenas uma coletânea de histórias trágicas, e sim um grito coletivo, uma denúncia e, principalmente, um convite à reflexão e à ação.
― Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil.
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Nascido no Recife e atuando como jornalista desde 1994, Klester Cavalcanti trabalhou em alguns dos maiores veículos da imprensa nacional, como Veja, Estadão, IstoÉ e O Globo. Por seu trabalho, conquistou prêmios de relevância internacional, como o de Melhor Reportagem Ambiental da América do Sul ― conferido pela agência de notícias Reuters e pela União Mundial para a Natureza ― e o Natali Prize, a mais importante premiação de Jornalismo de Direitos Humanos do mundo. Recebeu, também, o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. É autor de cinco livros, dos quais três foram agraciados com o Prêmio Jabuti, a mais prestigiada premiação da literatura brasileira: Viúvas da terra, O nome da morte e Dias de inferno na Síria. Seu livro O nome da morte foi adaptado para o cinema e lançado em mais de 20 países. Foi ainda traduzido para oito idiomas, o que faz de Klester o autor brasileiro de livro-reportagem mais publicado no mundo.
Detalhes do produto
- Editora : Ação Editora; 1ª Edição; 6 outubro 2025
- Idioma : Português do Brasil
- Número de páginas : 340 páginas
- ISBN : 9786598823627
- Dimensões : 16 x 2 x 23 cm
Matou uma, matou todas: Histórias reais de vítimas... - Klester Cavalcanti
- Até 5 dias úteis.



































