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Um livro de memórias regado de afetos, saudades e cicatrizes. Em 16 capítulos, Dona Rosinha nos conta, sem pressa, sua trajetória de vida: a orfandade ainda na primeira infância; a miséria vivenciada, com a fome como companheira constante; o racismo sofrido na escola; e a doença que lhe tirou a qualidade de vida. 

O protagonismo de suas memórias é ofertado a todas as pessoas e lugares que passaram por sua vida e deram a ela as pequenas alegrias em meio às adversidades que se impuseram sobre seu caminho. 

Ler Memórias do meu quilombo é como conversar (com sorriso no rosto, ou lágrimas, em certos momentos) com um mais velho pelo qual temos muito respeito. A coloquialidade presente em sua escrita aproxima o leitor do texto, ao mesmo tempo que lhe desperta o desejo de ler/ouvir mais e mais capítulos da vida de Dona Rosinha. 

É uma leitura para quem se permite tocar pelo universo do outro; um afago dado por quem, apesar de tudo, permanece enxergando beleza na vida.

 

Memórias do meu quilombo é um livro de memórias com 16 capítulos imbricados num mesmo novelo e tecido social; mas que pode ser lido como contos autônomos, pois, ainda que estejam emaranhadas umas com as outras, cada história se apresenta como um conto. Você também pode lê-los como um texto único, texto esse que tem as vidas e as histórias de Dona Rosinha entrelaçadas às pessoas que constituem seu quilombo afetivo.

Todas elas habitam a escrevivência de Dona Rosinha e passam a conviver conosco, em nossa experiência de leitor envolvido nos territórios de sua literatura, como se nosso coração se voltasse para um lugar: o Quilombo Morro Santo Antônio.

Este livro é reverberado pelas memórias e pelos sentimentos das palavras, pois somos dessas pessoas que acreditam que as palavras podem fazer coisas com a gente, e que também podemos fazer coisas com as palavras.

Agradecemos pela sua vida, Dona Rosinha. A senhora é escritora. Que este seja o primeiro de muitos outros livros de sua autoria. Se a gente aprende a ler para escrever a nossa própria história, sua literatura é um ato de liberdade, criatividade e cidadania.

Fabiano dos Santos Piúba

 

"Apresentar o conjunto de relatos que compõe este pequeno livro me trouxe uma profunda satisfação. Porque, se pequeno é em sua materialidade, grande, imenso, é o seu significado. Trata-se de um livro que encena o movimento de uma pessoa das classes populares que se apropria da escrita para salvaguardar as suas memórias. No ato de escrever, de registrar passagens de sua vida, Dona Rosinha executa um duplo movimento. O que afirma o direito à escrita e o que busca assegurar o direito à memória, que não é só dela, mas que é também de pertença coletiva."

(trecho do prefácio de Conceição Evaristo )

 

DONA ROSINHA nasceu em 29 de março de 1959. Mora no Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira (MG). Estudou somente até a oitava série e, ao longo da vida, trabalhou como faxineira, vendedora e balconista. Foi presidente, por dois mandatos, da Associação do Quilombo Morro Santo Antônio e da Interassociação dos Amigos de Bairros de Itabira, além de ter sido conselheira da sociedade civil de seu município por mais de 12 anos e primeira-secretária da associação do Quilombo por 16 anos. Dona Rosinha é também membro da rede nacional de violência contra mulheres. Ávida leitora desde criança, encontrou nas palavras escritas à caneta em um caderninho sua maneira de trocar vivências e afetos com o mundo.

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Pallas; 1ª Edição; 11 novembro 2025
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 96 páginas
  • ISBN: ‎ 9786556021843
  • Dimensões ‏ : ‎ 13.5 x 0.8 x 20.5 cm

Memórias do meu quilombo - Dona Rosinha

SKU: 9786556021843
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