Com pesquisa profunda e linguagem coloquial, o livro investiga a relação das temáticas foliãs com os diferentes contextos de época, já que processam diretamente os acontecimentos de entorno ao longo das décadas. Além disso, analisa a atuação dos principais carnavalescos, decifrando seus métodos de concepção, propostas narrativas, conceitos gerais, além das principais criações levadas à Avenida.
“Originalmente lançado em 2015, a primeira versão não trouxe a autêntica revolução sentida pelo quesito a partir de 2016 – com a chegada de artistas como Leandro Vieira, Leonardo Bora, Gabriel Haddad e Tarcisio Zanon. O imperativo acréscimo joga luz no atual momento”, pontua Simas.
“Houve sacrifício das temáticas no começo do século, mas, nos últimos dez anos – até em razão dos ataques que as escolas sofreram, inclusive de setores do poder público – os enredos e os debates que propõem reassumiram o protagonismo na engrenagem momesca. A obra é um tratado sobre o presente”, completa Fabato.
As ilustrações de capa e de miolo são do carnavalesco Fernando Pamplona – considerado o pai de todos os carnavalescos – falecido em 2013. Pamplona, aliás, faria 100 anos em 2026 e permeia todos os caminhos do livro. Já o prefácio da nova edição é assinado pelo comentarista Milton Cunha, com “orelha” do enredista João Gustavo Melo. A obra traz ainda o prefácio e a orelha da primeira edição, escritos respectivamente por Rosa Magalhães e Rachel Valença.
“Quando os autores se debruçam para esmiuçar (e iluminar) o quesito enredo, o empreendimento ganha importância de primeira linha, pois aponta para o entendimento cultural do desfile das escolas de samba – protagonizado por periféricos, que como artistas populares –, desejam ocupar o centro da cidade com suas criações e narrativas”, assinala Milton Cunha no texto que apresenta a obra.
“No final, obviamente, não poderíamos deixar de homenagear três grandes narradoras que nos deixaram recentemente – Rosa Magalhães, Maria Augusta Rodrigues e Márcia Lage. Cuidar do futuro é celebrar quem ajudou a pavimentar os caminhos de uma festa tão diversa”, finaliza Fabato.
Luiz Antonio Simas é mestre em história social pela UFRJ, professor de história no ensino médio e babalaô no culto de Ifá. Tem diversos livros publicados sobre as escolas de samba do Rio de Janeiro e suas comunidades. Recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano, em parceria com Nei Lopes, pela obra Dicionário da história social do Samba e juntos também escreveram Filosofias africanas .
Luiz Antonio Simas é um dos maiores estudiosos contemporâneos das brasilidades, expressão que ele usa para traduzir o conjunto de saberes, afetos e tradições que formam a alma cultural do Brasil.
É professor, mestre em História pela UFRJ, educador popular, escritor, poeta e compositor. Tem mais de trinta livros publicados sobre culturas populares do Brasil. Suas canções foram gravadas por artistas como Maria Rita, Marcelo D2, Rita Benneditto, Lucio Sanfillippo, Moyseis Marques e Fabiana Cozza.
Fábio Fabato é jornalista, assessor de imprensa, escritor, palestrante e pesquisador de cultura popular.
Detalhes do produto
- Editora : Mórula Editorial; 2ª Edição; 19 janeiro 2026
- Idioma : Português do Brasil
- Número de páginas : 260 páginas
- ISBN: 9786561281553
- Dimensões : 14 x 0.2 x 21 cm
Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos - Luiz Antonio Simas
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