Os historiadores, em sua missão de realizar análises sobre sociedades e processos que ocorreram no tempo, trabalham com variados tipos de fontes históricas. Por outro lado, é instigante o fato de que os próprios textos dos historiadores – nos momentos em que estes analisam sociedades e processos históricos do passado – também são interessantes fontes históricas que revelam traços, demandas, perspectivas, interesses e posicionamentos da época do próprio historiador que escreve seu texto. Em poucas palavras, ao escreverem textos sobre outras épocas, os historiadores acabam também revelando muita coisa sobre sua própria época e sobre as demandas de seu tempo e das sociedades em que vivem. Este livro aborda essa peculiar dialética de temporalidades inerente às obras historiográficas. Nele estão reunidos dez ensaios sobre historiadores e realizações historiográficas. Historiadores de todas as épocas, como Plutarco, Voltaire, Thomas Carlyle, Droysen, Alexandre Herculano, Braudel – e ainda grandes panoramas e polêmicas da historiografia, como as diferentes leituras sobre a conquista da América ou a historiografia sobre os povos indígenas brasileiros – são alguns dos temas desenvolvidos pelos autores que, nesta coletânea, unem-se para mostrar que, ao falar de outras épocas, os historiadores terminam por falar também de seu próprio tempo. (Da obra)
José D’Assunção Barros é Professor-Associado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em História – e Professor-Permanente do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e Graduado em História e em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor de 33 livros, entre os quais se destacam O Campo da História (2004), Cidade e História (2007), O Projeto de Pesquisa em História (2005), Teoria da História, em cinco volumes (2011), Fontes Históricas – uma introdução ao seu uso historiográfico (2019), Seis Desafios para a Historiografia do Novo Milênio (2019) e O uso dos Conceitos: uma abordagem interdisciplinar (2021) – todos publicados pela Editora Vozes, sendo que os dois primeiros foram traduzidos no exterior. Publicou cerca de 180 artigos em diversos países (Brasil, Portugal, Colômbia, Chile, México, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca). Dedica-se a pesquisas em Teoria da História, Historiografia, História das Artes, Cinema, Literatura e Música. Desenvolve especialmente pesquisas e reflexões em torno de Interdisciplinaridades, e nos últimos anos tem dedicado especial atenção ao estudo das interfaces da Historiografia com relação a outros campos de saber ou formas expressivas, como o Cinema, Música, Literatura e Mídias diversas, além dos campos de saber já tradicionais, seja no âmbito das próprias ciências humanas, seja no âmbito das demais ciências. Foi o fundador do LAPETHI – Laboratório de pesquisas em Teoria da História e Interdisciplinaridades.
Maria Aparecida de Oliveira Silva é graduada, mestre e doutora em História pela USP, com estágios na École Française de Rome (PDEE/CAPES) e Universidade Nova de Lisboa (FAPESP). Pós-doutora em Estudos Literários pela Unesp/Araraquara e em Letras Clássicas pela USP. Historiadora, tradutora, professora colaboradora do Labham/UFPI, pesquisadora e professora colaboradora do Grupo Heródoto/Unifesp e pesquisadora do TAPHOS/MAE/USP. Tem vários livros, capítulos de livros e artigos publicados sobre Esparta, Plutarco e Heródoto e dedica-se à tradução dos nove livros de Heródoto e dos tratados de Plutarco.
Débora El-Jaick Andrade é Professora-Associada da Universidade Federal Fluminense, no curso de Graduação em História, e Professora-Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense, e graduada em História nesta mesma universidade. Dedica-se a pesquisas na área de Teoria da História, Historiografia, História da Imprensa, História Cultural e História Intelectual. Foi uma das pioneiras, entre historiadores brasileiros, nos estudos sobre o historiador escocês Thomas Carlyle, e desenvolve pesquisas sobre intelectuais diversos dos séculos XIX e XX, entre os quais Saint-Simon, Bertold Brecht, Walter Benjamin e Guimarães Rosa. Foi fundadora do LAHPOC – Laboratório de História, Política e Cultura.
Robeilton de Souza Gomes é doutorando no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Possui Mestrado em História pela Universidade Federal do Amazonas (2013). Foi professor substituto no curso regular de Licenciatura Plena em História da Universidade Federal do Amazonas nos anos de 2011-2013 e 2016-2018. Professor credenciado no Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas para o Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica (PARFOR), no qual atuou na formação de professores do Ensino Básico (2011-2016). Foi professor de História do Centro Universitário Nilton Lins (2013-2016). Membro do Núcleo de Pesquisa em Política, Instituições e Práticas Sociais (UFAM) e do Laboratório de Pesquisas em Teoria da História e Interdiscipliaridades (LAPETHI) da UFRRJ. Foi professor do Ensino Básico em instituições privadas e atualmente é professor concursado da rede pública do Estado do Amazonas (SEDUC-AM), no CETi Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo.
Luís Guilherme Assis Kalil: Doutor em História Cultural pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor de História da América e do Programa de Pós-graduação em História (PPHR) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ-IM). Líder do grupo de pesquisa História das Américas: fontes e historiografia (UFOP/CNPq) e pesquisador associado aos grupos LAméricas. Estudos e pesquisas em História da América Colonial (UFMT/CNPq), LAMI. Laboratório de Mundos Ibéricos (UFRRJ/CNPq), GEPAM. Grupo de Ensino e Pesquisas Americanistas (UNIFESSPA/CNPq) e H-moderna: Rede Brasileira de Estudos em História Moderna. Entre outros trabalhos, é autor ou organizador dos livros: Filhos de Adão: as teorias sobre a origem dos indígenas (séculos XVI e XIX) (Paco, 2015), Sobre o Novo Mundo: a História e a Historiografia das Américas na Primeira Modernidade em 10 entrevistas (Primas, 2018), Viagem ao Rio da Prata: Ulrico Schmidl e sua crônica quinhentista (Paco, 2020) e 1519: Circulação, conquistas e conexões na Primeira Modernidade (Paco, 2021). Atualmente, dedica-se a pesquisas sobre os contatos entre a América e o Oriente nos séculos XVI e XVII além de produzir material de divulgação sobre a história das Américas através do Podcast Hora Americana.
- Editora : Editora Vozes; 1ª edição (9 março 2022)
- Idioma : Português do Brasil
- Capa comum : 400 páginas
- ISBN-10 : 6557133489
- ISBN-13 : 978-6557133484
- Dimensões : 16 x 1.9 x 23 cm
A historiografia como fonte histórica - José D'Assunção Barros
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