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O retrato da angústia de um homem negro numa sociedade face ao abismo da violência

 

«Talvez Deus se juntasse a nós mais tarde, quando ficasse convencido de que estávamos do lado dos vencedores. Então, o Céu aprovaria uma lei sobre os direitos civis e todos os anjos seriam iguais e todos os filhos de Deus teriam sapatos.»

Nova Iorque, 1960. No auge da sua carreira, aos 39 anos, o ator Leo Proudhammer sofre um ataque cardíaco em palco. Enquanto flutua entre a vida e a morte, desfilam, diante do leitor, as escolhas que o tornaram invejavelmente famoso e também terrivelmente vulnerável.

Entre a infância nas ruas do Harlem e a chegada ao inebriante mundo do teatro, corre um deserto de desejo e perda, vergonha e raiva. De um lado, há a memória de Caleb, irmão mais velho adorado que sucumbiu na prisão. Do outro, uma vida amorosa complexa, os afetos de Leo divididos entre Barbara King, uma mulher branca com quem partilha o palco, e Black Christopher, um rapaz negro orgulhoso, ambos exigindo a sua lealdade incondicional.

Avassaladora no dilema que apresenta e extravagante na intensidade dos sentimentos que a inflamam, Diz-me há quanto tempo partiu o comboio é uma obra fundamental da literatura norte-americana, talvez o romance mais terno de James Baldwin, e a sua personagem, a mais marcante: um homem em busca de si mesmo, tentando fazer as pazes com as suas muitas identidades. E com as marcas do amor, que «quase ninguém consegue suportar».

 

James Baldwin nasceu em Nova Iorque, em 1924, no bairro do Harlem, onde cresceu e estudou. Partiu para Paris em 1948, fugindo ao racismo e à homofobia que grassavam no seu país. Viveu nessa cidade quase uma década, envolvendo-se politicamente com movimentos de esquerda, convivendo com artistas europeus e americanos, e dedicando-se à escrita. Destacou-se desde cedo como romancista, ensaísta, poeta e dramaturgo.
A par da atividade literária, notabilizou-se como uma das vozes mais influentes do Movimento dos Direitos Civis e dos movimentos de libertação homossexual. Foi, aliás, o primeiro artista afro-americano a figurar na capa da revista Time. Em 1953, publicou o primeiro romance, recebido entusiasticamente pela crítica. Sendo uma das mais icónicas figuras do século XX, foi publicado pela primeira vez em Portugal apenas no ano de 2018, na Alfaguara, que já deu à estampa os romances Se esta rua falasse, Se o disseres na montanha, O quarto de Giovanni, Um outro país, Diz-me há quanto tempo partiu o comboio, bem como os volumes de ensaios Da próxima vez, o fogo e Notas de um filho da terra. James Baldwin morreu em 1987, no Sul de França, um ano depois de ter sido nomeado Cavaleiro da Legião de Honra Francesa.

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎Alfaguara Portugal, junho de 2025
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 464 páginas
  • ISBN: ‎9789895836208 
  • Dimensões ‏ : ‎ 150 x 235 x 30 mm

Diz-me há quanto tempo partiu o comboio - James Baldwin

SKU: 9789895836208
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