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Um Cadáver, Um Cais, e a História que Não se Conta nos Manuais

 

Bernardo Vianna, um negociante próspero, amanhece morto num beco do Rio de Janeiro. O ano é qualquer um daquele início de século XIX em que a cidade cheirava a café, a intriga da corte e, sobretudo, a dor. A cena do crime? A poucos passos do Cais do Valongo, a porta por onde entraram, oficialmente, meio milhão de almas arrancadas de África.

 

Para investigar este homicídio inconveniente, não chamaram um detetive comum. A narrativa alterna entre duas vozes improváveis: Muana Lomué, uma mulher moçambicana escravizada que domina um segredo perigoso — a leitura — e Nuno Alcântara Moutinho, um mestiço liberto que sonha com uma livraria enquanto navega pelos salões e tavernas de uma cidade profundamente dividida.

 

Este não é apenas "um" romance policial histórico. É um artefacto literário que Eliana Alves Cruz construiu a partir de brincos, contas e cachimbos encontrados nas escavações reais do cais. É a ficção a preencher as lacunas da historiografia, a dar rosto e voz àqueles que a História tratou como mercadoria.

 

Prepare-se para uma viagem entre a magia das memórias da África Oriental e a crueza dos anúncios de venda de pessoas na Gazeta do Rio de Janeiro. Para um retrato do Rio onde a Pedra do Sal separa dois mundos: o dos cidadãos de bem e o dos escravizados.

 

Compre este livro. Não só pelo mistério do cadáver de Bernardo Vianna, mas pelo mistério muito maior que ele ajuda a desvendar: o de como, mesmo no contexto mais brutal, se elabora uma existência criativa, resistente e cheia de potência. A autora não nos apresenta vítimas passivas, mas pessoas a lutar pelo direito à própria história. E isso, caro leitor, é a investigação mais urgente de todas.

 

Eliana Alves Cruz é carioca, escritora, jornalista e roteirista. Seu romance de estreia, Água de barrela , ganhou o primeiro lugar no Prêmio Oliveira Silveira de 2015, da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, e menção honrosa do Prêmio Thomas Skidmore 2018, do Arquivo Nacional e da universidade americana Brown University. Ganhou o Prêmio Jabuti de 2022, na categoria contos, com o livro A vestida e foi indicada ao International Emmy Awards de 2024 pela atuação no time de roteiristas da série Anderson Spider Silva .

 

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Record
  • Data da publicação ‏ : ‎ 13 julho 2026
  • Edição ‏ : ‎ 1ª
  • Idioma ‏ : ‎ Português do Brasil
  • Número de páginas ‏ : ‎ 198 páginas
  • ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8501926609

O Crime do Cais do Valongo - Eliana Alves Cruz

SKU: 9788501926609
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